Miscelânea de artigos... confiram ;)
Domingo, 22 de Junho de 2008
Ode ao Mar...
 

 

Ode ao Mar...

Jorge "d'Alfange" Assunção

Compilação de Poemas dedicados ao Mar

« Primeira  parte »

«« @ »»

Mar Português...

Diz-me de Ti...
Mas diz-me de vez
Ó Mar Português
 
Diz-me...
Das docas de Lisboa
Das muralhas que vês
 
Diz-me...
Das vagas que trazes
Diz-me de Goa
 
Diz-me...
Das Naus naufragadas
Das Vidas ceifadas
 
Diz-me...
Dos canhões afundados
Dos Dobrões apagados
 
Diz-me de Ti...
Mas diz-me de vez
Ó Mar Português
 
Jorge Assunção
2008 / 04 / 07
 
«« @ »»
 
Povo do Mar...
 
Somos o Povo
Que este Mar fez
Somos o Povo
Que o navegou de vez
 
Dos Carvalhos e Pinheiros
Fizémos Naus e Caravelas
Nossos Marinheiros
Zarparam com Elas
 
Somos o Povo
Que este Mar banhou
Somos o Povo
Que o Mundo conquistou
 
Mar afora partimos
Depois num rasgo Luz
Vislumbrámos e "descobrimos"
Terras de Vera Cruz
 
Somos o Povo
Que este Mar sorveu
Somos o Povo
Que não Morreu

Jorge Assunção
2008 / 04 / 07
 
«« @ »»
 
Diz-me de ti...
 
Diz-me de ti...
Como das nuvens
Sopradas num canto do Céu
 
Diz-me de ti...
Como da Lua
Raiada na espuma do Mar
 
Diz-me de ti...
Como um pescador
Atirando a rede como Véu
 
Diz-me ti...
Como de uma Nau
Sobre Mares a Velejar
 
Jorge Assunção
2008 / 04 / 07
 
«« @ »»
 
Feiticeira...
 
Vieste tu feiticeira
no sossego do luar
Aninhar-te em meu peito
que te não pode amar
 
Vieste tu feiticeira
deitar-te em meu leito
Soltar amarras
libertar-me no mar
 
Vieste tu feiticeira
no sossego do luar
Dizer-me as palavras
que te não posso dar
 
Jorge Assunção
2007 / 03 / 14
 
«« @ »»
 
Dona do Mar...
 
Teus cabelos louros...
São redes lançadas
Onde me colhes
 
Teus doces lábios...
Sopram as ondas
Que me vão banhar
 
Teus olhos são...
Lampadas do farol
Que ilumina a enseada
 
Teus seios...
Velas enfunadas
Abertas ao vento
 
Tuas mãos...
Amarras fortes
Que seguram meus cais
 
Teu ventre...
Porão que abriga
O nosso Amor!
 
Jorge Assunção
2006/05/26
 
«« @ »»
 
Pescadora...
 
Lanças tuas malhas
Suaves como teia
Enredando...
Com enleio certeiro
 
Fechas o cerco
Docemente...
Como as águas mansas
De um lago adormecido
 
Atrais-me ao centro
Como gotas de orvalho
Rolando...
Por pétalas de Rosas
 
Colhes-me...
Acaricias com ternura
Fazendo promessas...
De feiticeira
 
No final...
 Dizes adeus
Deixando-me livre
Nas águas em que nasci
 
Jorge Assunção
2006/05/25
 
 
 
 

   

 

Ode ao Mar...

Jorge "d'Alfange" Assunção

Compilação de Poemas dedicados ao Mar

« Segunda  parte »

«« @ »»

Dancei com o mar...
 
Dancei com o mar
em cada vaga
rolada na areia
 
Tentei boleros
twist e tangos
Valsas, corridinhos
...e fandangos
 
Dancei, cansei
de tanto rodopiar
Em cada vaga
na areia molhada
 
Dancei com o mar
ao som melódico...
De uma sereia
doce e encantada!
 
Jorge Assunção
2005 / 06 / 24
 
«« @ »»
 
Este doce Oceano...
 
Fantástico...
este revolto...
mas doce Oceano
que me trazes
 
Espuma...
frescura de beijos
carícias, afagos...
salgada Paixão
 
Murmúrios...
revolto marulhar
de enlaces...
quase perfeitos
 
Jorge Assunção
2006/06/11
 
«« @ »»
 
 
Bonança...
 
Sou o Sul e o Norte
... a vida e a morte
Sou esperança
...do que espera e não alcança

Sou mar dos mares
... a ponta desta lança
Sou renovação dos lares
Cabo da Boa Esperança

Sou depois da guerra
... da fome da miséria e da matança
Sou o que há-de vir na Terra
...em tempo de bonança

Jorge Assunção
2005 / 10 / 15
 
«« @ »»
 
 
  Este Mar...
(Revisitado)
 
Deixei o Mar
falar por mim...
Marulhar na areia
 
Ancoro...
meus olhos antigos...
meus pensamentos...
 
Sua espuma leve...
receber com sorrisos
Imensidão celestial...
para vos acarinhar
 
No verdeazul ...
Este Mar... Português
Saúda-vos!
 
Jorge Assunção
2004 / 09 / 01
 
«« @ »»
 
 
  O que somos...
 
O que somos?
Somos suor e lágrimas,
restolho raso das Lezírias

Somos vaus de mochões
bebedouros de choupos
e pouso de Cegonhas.
 
O que somos? 
Alma nobre mas perdida
de um povo já sem norte

Somos farinha fina
de centeio velho.
 
O que somos?
Navegantes visionários
em naus de pinho e carvalho

Timoneiros gastos
na rota sem rumo
 
Deste Mar Português...
O que somos?

Somos todos diferentes,
mas todos igais!
 
Jorge Assunção
2005 / 05 / 20
 
«« @ »»
 
 
 Paragem...
 
Foi paragem absoluta...
Ver o mar...
quedar-me,
espreguiçar...
correr o olhar
...até ao infinito.
 
Respirar o ar marinho,
saborear o sal e o Sol,
sentir as rotas das naus
"vê-las" navegar.
 
Foi paragem absoluta...

Jorge Assunção
2004 / 07 / 12
 
«« @ »»
 
 
  Despertar III
(Nazaré)
 
Ao longe, levemente...
Soava o som do farol
 
O rebentar das ondas
do calmo mar...
Chegavam ternas
ao meu ouvido...
Dizendo baixinho...
acorda, acorda...
 
Nesse sussurar...
fazia-se acompanhar
Da fresca maresia...
O Sol, esse mandrião...
Inda nem espreitava...
 
Contráriamente,
os motores das traineiras,
faziam-nas atracar...
Cansadas e inchadas,
da faina recente.
 
Acompanhavam-nas,
gaivotas gulosas...
Levantei-me...
Fui receber esse novo
...Despertar!
 
Jorge Assunção
2004/05/27
 
 
 
 
 
 
 


publicado por Jorge dAlfange às 12:02
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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
O Mundo em 6 Dias...

Anos atrás, na minha meninice, lá fui escutando com algumas reticências

que Deus, Criou a Terra e os Céus, logo aí comecei a ver filmes, pois

como era possível uma só pessoa fazer tudo isto??

Depois foi o descambar :

.

E fez Tudo Isto em 6 Dias !

.

Olhei em redor, vi campos de cultívo destruídos pelos fortes ventos,

lembrei de pesoas que morriam com fome e doenças em África,

na Ásia, nas Américas, lembrei das guerras, etc.

.

 

E pensei : É a merda que dá fazer as coisas depressa!



publicado por Jorge dAlfange às 20:21
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Domingo, 22 de Julho de 2007
Break time...
Break time...
 
 
I need a time…
For my self
For… standing
Still and quiet
 
I need a time…
To see de Sun rising
Feel de freshening air
And the moisture on my face
 
I need a time…
To stop running
Watch the clock severally
I need a diet
 
I just need a break time !
 
 
Jorge Assunção
2007 / 07 / 22

sinto-me: a precisar de uma pausa

publicado por Jorge dAlfange às 19:01
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Domingo, 20 de Maio de 2007
Nataishnada

Li os jornais que tinha a ler. Passei no apartado, levantei o correio.
Tinha de ir ao escritório, pôr a papelada em dia.
Hum! Que telegrama é este? - Pensei – Estranho, sem remetente.
-Voltei?
Mas quem volta escreve? Dei uma olhada nas outras cartas,
contas e mais contas, isto está-se a compor.
De novo o telegrama, tinha menos de vinte e quatro horas.
Foi registado no aeroporto, espera; será?! Não acredito; e se for?
 
Cheguei!... A porteira nem olhou p'ra mim, coitada da Dª Beatriz,
já lá vão três semanas de atraso nas rendas, ainda vou para a rua.
Mais dois lanços de escada.
Que aroma!  Este cheiro, este perfume, lembro-me deste aroma.
Sim!   Só pode...

 

Jorge Assunção 2004 / 04 / 13



publicado por Jorge dAlfange às 00:46
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Domingo, 3 de Outubro de 2004
Nataishnada - O primeiro encontro
Passou por mim leve e fresca.
Fiquei parado.
Admirei seu passo solto e compassado,
cada bambolear de ancas, num corpo perfeito,
desenhado a pena.
Aquela mulher tinha swing!
A sua presença mostrava uma personalidade
fortemente vincada.
Sabia de onde vinha e para onde ia, agradava-me!
Cabelo acobreado curto, porte nobre e altivo,
mas dotado de uma energia fora do comum.
Nos traços do rosto, um certo exotismo do olhar,
uma pele clara e fresca, respirando saúde.
O Director apressou-se a apresentá-la.
- Joe, esta é Nataishnada, a sua oficial de ligação.
Esticámos as mãos, tocámo-nos,
enquanto nossos olhos se fixavam, passou-se
de imediato algo de estranho.
Por momentos tudo se afastava,
na sala crescia um silêncio místico,
como se estivéssemos sós. As nossas mãos colaram,
sentíamos uma corrente percorrer o nosso corpo,
parecia que rodopiávamos no ar.
Era uma sensação como nunca tinha sentido antes.



autor: Jorge Assunção
2004 / 10 / 03


publicado por Jorge dAlfange às 12:50
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2004
No Beco...
Estava frio e sombrio como convinha. Já estava neste beco à mais de três horas e eis que surgiu o sinal combinado. Dirijo-me á entrada do pub, o porteiro, enorme, olhou para mim com um esgar também ele sombrio. Encostou o indicador no meu nariz e disse:
- Não queremos paisanos por estas bandas. Pira-te!
Não sei o que me passou p'la cabeça, num rasgar de loucura, arranquei-lhe o dedo
com os dentes, ao mesmo tempo que lhe dava cabo do abono de família,
com uma valente joelhada nos ditos. Passei sobre o verme, aproximei-me do balcão
e pedi gêlo, puz lá o dedo do tipo e pedi um gin tónico. Bebi tudo de um trago,
paguei e trinquei a azeitona calmamente.
O meu contacto estava bêbado que nem um cacho, decidi ir embora.
Hoje não tirei nem para a azeitona, tinha de resolver este caso de outra forma.
Preparava-me para sair e não gostei nada do que vi, estavam dois armários
de embutir com bastões de basebaall á minha espera, ( estou frito, pensei ),
dirigi-me à casa de banho e saí pela janela que dava para outro beco
e dei de frosques.
( Moral da acção: Nunca enfrentar dois seguranças de bar, com bastões daqueles ).
Finalmente saí do beco, depois de ter estado "num beco" quase sem saída.



Autor: Jorge Assunção
2004 / 01 / 29
in bondicesdobond.blogs.sapo.pt


publicado por Jorge dAlfange às 23:08
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Quinta-feira, 22 de Julho de 2004
Nem Sempre Nem Nunca.
São duas palavras que agitam o meu sistema nervoso, sempre e nunca.
Desci a rua tirei mais um cigarro e peguei na carteira de fósforos
olhei para ela com atenção, tinha o símbolo do bar lá do beco.
" Ás Avessas " era o nome daquela espelunca.
Xii, tinha-me esquecido do meu contacto, e eu sem cheta.
Mas chegou-me á ideia os bastões dos seguranças, como vou
resolver este embróglio?



autor: Jorge Assunção
2004 / 02 / 05


publicado por Jorge dAlfange às 23:15
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Enfim, era ela...
Pois, estavam á espera do quê?
Naquela situação só havia
dois resultados possíveis,
ou ela ou eu.
Resolvi em fracções de segundos,
tinha de ser eu.
Avancei num ápice, de olhos e boca bem aberta,
envolvemo-nos numa luta acesa e terrívelmente feroz...
Por fim levantei-me heróicamente,
limpando os pêlos ao canto da boca,
a cadela sucumbira e eu seguia em paz
o caminho que tinha traçado no mapa.
Comi a cadela, pensava eu sem preocupações.
Mas vou explicar como tudo se passou.
Ter poder é ter o que comer.
Fiquei com esta sensação quando a vi
á entrada do meu apartamento.
Nataishnada, era filha de pai indiano e mãe belga,
uma mistura explosiva,
p´lo menos aos meus olhos e não só,
aquela mulher provocava-me sempre um rigor
abaixo do umbigo que eu não conseguia controlar,
mesmo pensando em acool a correr
sobre uma ferida aberta, ( arrepia não é? )
mas nem assim eu evitava uma forte erecção.
Beijámo-nos demoradamente, olhámo-nos,
sorrimos enquanto ela me segurava entre pernas,
esta mulher era a minha perdição,
convidei-a para entrar.
Mirei-a de alto abaixo,
estava ainda melhor do que á dois anos,
quando nos encontrámos num hotel em Berlim!
Ao contrário de hoje, na altura ela usava
cabelo muito curto, mas hoje,
aqueles longos cabelos ruivos e naturalmente ondulados,
despertavam em mim sentimentos de liberdade.
Passei demoradamente os dedos entre as madeixas,
senti o seu odor fresco, e beijámo-nos de novo.



Autor: Jorge Assunção
2004 / 01 / 27
in bondicesdobond.blogs.sapo.pt


publicado por Jorge dAlfange às 21:33
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Domingo, 18 de Julho de 2004
«« TODA A VERDADE SOBRE O MEU IRMÃO GÉMEO »»
Sim toda a verdade sobre o meu irmão gémeo.
Aquele filho da mãe e de um pai que não é o meu.
Mas a mãe também não é a minha. ( ler devagar )
Baralhados? Eu explico:
Na verdade somos gémeos, irmãos nem por isso.
Ou seja, o meu gémeo que é filho da mãe dele e
do pai que não é o meu, passa por ser como se fosse
meu irmão mas é só gémeo, perceberam até aqui?

Autor: Jorge Assunção
2004 / 03 / 18


publicado por Jorge dAlfange às 22:25
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2004
Capítulo primeiro - Derrepente acabou...
Eram cinco da matina, na pregava olho á dois dias,
aguentei-me que nem uma estátua,
então vi o suspeito avançar como quem na quer a coisa,
a mão direita carregava um volume. Seria? - pensava eu.
Desengatei o cão da magnum, liguei a mira laser e esperei.
Já via as feições do meliante, tez forte e carregada,
sobrancelhas quase invisíveis sobre olhos.
Epá! O gajo tem um olho de cada cor, um verde e um castanho,
fiquei admirado de o ver nítidamente á distancia de
quatrocentos metros, olhei para o livro de instruções
e lá estava, nítido até quinhentos metros.
O sujeito movia-se a uma velocidade vertiginosa de caracol,
devia de estar muito cansado, ajustei o binóculo
e espanto dos espantos o homem estava na frente do meu carro,
sim mesmo ali! A dois metros de mim, parado e a olhar com ar
embevecido. Derrepente acabou... Que sonho estúpido!
Levantei-me, fiz as ocupações matinais do costume
e saí porta fora.
Tinha um grande caso à minha espera,
para o fim do dia ia ter com o meu contacto.
O encontro estava marcado para um bar,
que ficava num beco, dois quarteirões
abaixo da rua onde morava.
Ainda bem porque estava mesmo a precisar de trabalho.
Continuei avenida abaixo, comprei cigarros
e engoli o cafézinho da ordem.



Autor: Jorge Assunção
2004 / 02 / 24
in bondicesdobond.blogs.sapo.pt


publicado por Jorge dAlfange às 00:13
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Terça-feira, 13 de Julho de 2004
Eu e Nataishnada.
Bond.jpg
( foto de: Patrick Bertrand )

Porventura muitos de vós já se terão questionado
sobre quem sou. Fica uma imagem.


2004 / 03 / 15


publicado por Jorge dAlfange às 14:29
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